Em 24 de setembro de 1979, a empresa Compuserve começava a oferecer um serviço de informação on-line por rede dial-up, para consumidores em geral nos Estados Unidos. Serviços anteriores eram restritos a militares, pesquisadores ou executivos.
Lançado com o nome “MicroNet” e renomeado como CIS (CompuServe Information Service) no ano seguinte, o serviço se revelou surpreendentemente popular.
“A ideia de oferecer o serviço para o público em geral parecia arriscada em 1979″, escreve a revista “Wired”. Nessa época, computadores pessoais ainda pareciam uma ideia fantasiosa para a maioria das pessoas.
A principal atividade utilizada no CIS eram bate-papos, que representavam cerca de 20% do tempo contratado pelos usuários. O “CB Simulator”, lançado em 1980, foi um dos primeiros programas de bate-papo em tempo real do mundo, extremamente popular.

Mas a empresa também buscava parcerias com jornais, por meio de versões on-line de seus noticiários. Pelo menos dez grandes jornais ofereciam edições on-line –primórdios dos jornais on-line atuais– pela CompuServe por volta de 1982, incluindo o “The Washington Post” e “Los Angeles Times”.
No início de 1981, a empresa se vangloriava de seus 10 mil assinantes. Número que chegaria aos milhões deles em meados dos anos de 1990, quando foi o maior e mais popular serviço de acesso à internet dos Estados Unidos.
No entanto, “a interface voltada a texto e as taxas minuto-a-minuto” acabaram fazendo-a perder lugar para a AOL (America Online), que oferecia um “visual melhor e uma pequena taxa única mensal por internet ilimitada”, explica a “Wired”.
Estratégia de marketing via CDs com horas grátis era uma tática intensamente utilizada pela nova concorrente.
Provedores começavam a oferecer maneiras mais simples e fáceis de conexão à internet, e a seleção limitada de serviços da CompuServe pareciam cada vez menos atraentes. Até que sua rede de serviços foi vendida para a AOL, à qual pertence como subsidiária até hoje.


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