Em 1948 o presidente de uma rede de supermecados da Philadelphia disse que estava pesquisando um sistema que automaticamente pudesse ”ler” os produtos durante o seu check-out. O americano Bernald Silver (que anos mais tarde acabaria morto em um trágico acidente de carro) soube disso e junto com o seu amigo Norman Joseph Woodland começou a pesquisar a respeito do tema.
Depois de cerca de 2 anos testando combinações, os 2 jovens conseguiram o primeiro sistema para codificação automática de produtos. Eles usaram um padrão de tinta que brilhava debaixo de luz ultravioleta. Esse sistema acabou sendo caro demais para ser usado comercialmente e a tinta não era muito estável.
Depois de quase 25 anos de testes e pesquisas a IBM (onde na época trabalhava Norman Joseph Woodland ) conseguiu em 1973 chegar ao padrão utilizado atualmente.
O código EAN/UPC é um sistema internacional que auxilia na identificação inequívoca de um item a ser vendido, movimentado e armazenado, sendo o EAN-13 o mais conhecido e utilizado mundialmente inclusive no Brasil. A estrutura numérica do código (que geralmente fica abaixo das barras) representa as seguintes informações (tomando como exemplo o código 7898357417892):
- os 3 primeiros dígitos representam a o prefixo da organização responsável por controlar e licenciar a numeração no país; 789 representam o Brasil;
- os próximos dígitos, que podem variar de 4 a 7, representam a identificação da indústria dona da marca do produto; no exemplo é 835741 (6 dígitos);
- os dígitos 789 representam a identificação do produto determinado pela indústria;
- o último dígito 2 é chamado de dígito verificador, auxilia na segurança da leitura
Existem outros tipos de código de barras específicos para outros setores, como o logístico e farmacêutico. Cada código, dependendo da utilização que terá, consegue armazenar até mesmo 100 informações diferentes sobre um mesmo produto. Uma fruta, por exemplo, pode ser identificada com nome, número do lote e validade. Já um medicamento pode ter todas essas informações, além da dosagem correta que deve ser administrada ao paciente.
Apesar de uma nova tecnologia ter sido desenvolvida RFID (Radio-Frequency Identification), uma etiqueta inteligente que armazena em um chip inúmeras informações que depois são lidas através de um sinal de rádio, o código de barras ainda tem um longo caminho pela frente. A nova tecnologia a princípio apenas irá se somar ao código de barras já que para itens de baixo valor, o RFID representa um custo muito alto para ser implantado. Além de ser uma tecnologia que exige das empresas a revisão de seus processsos. Ou seja, mesmo depois de 57 anos, vamos poder contar ainda por algum tempo com nosso amigo identificador.


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